Tecnologia

Por que o app de localização gasta bateria, e como economizar sem perder os avisos

Localização em segundo plano sempre consome alguma bateria. O segredo é entender de onde vem o gasto e ajustar o celular para economizar sem perder os avisos importantes.

“Esse app acaba com a minha bateria.” É uma das reclamações mais comuns sobre qualquer aplicativo de localização. E ela tem fundamento: saber onde você está, o tempo todo, exige trabalho do celular. Mas o gasto varia muito de um aparelho para outro, e boa parte dele pode ser controlada.

Ao mesmo tempo, existe o problema oposto: celulares que economizam tanto que interrompem o app, e aí os avisos de chegada não chegam, o histórico fica com buracos e parece que “o app não funciona”.

Este artigo explica, sem jargão, o que consome bateria num app de localização, como um bom app tenta economizar, quais ajustes fazer no iPhone e no Android, e o que é mito.

O que realmente consome bateria

Quatro coisas respondem pela maior parte do gasto:

1. O receptor de GPS

Para calcular a posição com precisão, o celular liga o receptor de satélites. É o componente que mais consome quando fica ligado por muito tempo, principalmente em lugares com sinal fraco, onde ele demora para “achar” os satélites.

2. O rádio de dados

Cada posição precisa ser enviada para o servidor. Enviar dados pela rede móvel acorda o rádio do celular, e ele fica alguns segundos gastando energia depois de cada envio. Muitos envios pequenos e frequentes gastam mais do que poucos envios agrupados.

3. Acordar o processador

Com a tela desligada, o celular tenta dormir o máximo possível. Cada vez que um app precisa trabalhar em segundo plano, ele acorda o processador. Poucas vezes por hora é pouco; o tempo todo é muito.

4. A tela com o mapa aberto

Deixar o mapa aberto na tela, com o brilho alto, costuma gastar mais do que o rastreamento em segundo plano. Se você abre o app e o deixa aberto por muito tempo, a tela é a principal vilã.

Como um bom app de localização economiza

A estratégia mais eficiente é não pedir a posição com a mesma frequência o tempo todo. Quando a pessoa está parada, em casa ou no trabalho, não há motivo para atualizar a posição a cada poucos segundos.

O LeMoove usa os sensores de movimento do celular para perceber se a pessoa está parada, andando ou num veículo. Parada, o app atualiza com muito menos frequência; em movimento, atualiza mais para mostrar o trajeto. É por isso que o app pede a permissão de “Movimento e Atividade Física” no iPhone e de “atividade física” no Android.

Outro princípio importante: silêncio não é defeito. Um celular parado em casa dorme e para de mandar posição por um tempo. Isso é esperado e é justamente o que economiza bateria. O mapa continua mostrando a última posição conhecida, com o horário.

Ajustes no iPhone

O iOS é mais previsível que o Android quando se trata de apps em segundo plano, mas alguns ajustes fazem diferença:

  • Localização “Sempre”: em Ajustes, LeMoove, Localização. Com “Durante o uso”, o app só consegue a posição com a tela aberta, e os avisos de chegada falham.
  • Localização Precisa ligada: sem ela, a posição vira uma área aproximada, e avisos de chegada ficam imprecisos.
  • Movimento e Atividade Física: permita, para o app saber quando você está parado e economizar.
  • Atualização em segundo plano: em Ajustes, Geral, Atualização em 2º Plano, deixe o LeMoove ligado.
  • Modo Pouca Energia: quando ligado, o iPhone reduz atividades em segundo plano. Os avisos podem atrasar enquanto ele estiver ativo.

Um cuidado: fechar o app à força (arrastando para cima na troca de apps) pode interromper as atualizações até você abrir o app de novo. Não é preciso fechar apps no iPhone para economizar bateria.

Ajustes no Android

No Android, a situação varia muito entre fabricantes. Muitos aparelhos têm sistemas próprios de economia que suspendem apps em segundo plano de forma agressiva, mesmo quando você deu todas as permissões.

O que fazer, de modo geral:

  • Localização “Permitir o tempo todo”: em Configurações, Apps, LeMoove, Permissões, Local.
  • Atividade física: permita, para o app economizar quando você está parado.
  • Sem otimização de bateria: em Configurações, Apps, LeMoove, Bateria, escolha a opção sem restrições (o nome muda: “Sem restrições”, “Não otimizar”, “Permitir atividade em segundo plano”).
  • Não deixe o app “adormecido”: alguns fabricantes colocam apps pouco abertos numa lista de apps suspensos ou em suspensão profunda. Tire o LeMoove dessa lista.
  • Inicialização automática: em alguns aparelhos existe uma opção separada que permite o app voltar a funcionar depois de reiniciar o celular. Deixe ligada.

Os nomes dos menus mudam de acordo com a marca e a versão do sistema. Se você não encontrar uma opção, procure por “bateria” e “segundo plano” nas configurações do app. O site independente dontkillmyapp.com mantém instruções por fabricante.

Mitos comuns

“Fechar todos os apps economiza bateria”

Em geral, não. Tanto no iPhone quanto no Android, reabrir um app do zero costuma gastar mais do que deixá-lo em segundo plano. E, no caso de apps de localização, fechar à força pode interromper o compartilhamento.

“O GPS fica ligado o tempo todo”

Não em um app bem feito. O receptor liga quando precisa de uma posição precisa e desliga em seguida. Em repouso, o app usa sinais mais baratos e atualiza muito menos.

“Se a bateria cai rápido, é culpa do app de localização”

Às vezes é, mas muitas vezes não. Nos ajustes de bateria do iPhone e do Android dá para ver quais apps consumiram mais nas últimas horas. É o jeito mais honesto de saber.

“Com o modo avião, dá para compartilhar a localização”

Não. O GPS até pode funcionar, mas sem conexão a posição não chega a ninguém.

E quando a bateria está acabando?

Uma bateria descarregada é a causa mais comum de “a pessoa sumiu do mapa”. Por isso, vale ligar o alerta de bateria baixa: você recebe um aviso quando o celular de alguém chega ao nível que você escolher (de 5% a 90%; o sugerido é 20%), antes de desligar. Veja mais em alertas.

Na próxima atualização do LeMoove, o guardião de bateria vai mostrar uma estimativa de quanto tempo a bateria ainda dura, como “12% · cerca de 45 min”, e só mostra o número quando há dados suficientes para ele ser confiável. Saiba mais na página de inteligência.

Checklist rápido

  • Localização “Sempre” (iPhone) ou “Permitir o tempo todo” (Android).
  • Localização Precisa ligada (iPhone).
  • Movimento e atividade física permitidos.
  • App sem otimização de bateria (Android).
  • Notificações ligadas.
  • Não fechar o app à força.
  • Alerta de bateria baixa ligado para quem você acompanha.

Perguntas frequentes

Quanto de bateria um app de localização gasta por dia?

Não existe um número único: depende do modelo do celular, da idade da bateria, de quanto a pessoa se movimenta e dos ajustes de economia do sistema. O jeito mais confiável de saber é olhar o uso de bateria por app nos ajustes do próprio celular depois de um dia normal.

O modo de economia de energia desliga o compartilhamento?

Não desliga, mas pode reduzir a frequência das atualizações e atrasar avisos enquanto estiver ativo.

Vale a pena deixar a localização só “durante o uso” para economizar?

Economiza, mas o app deixa de saber onde você está com a tela desligada. Os avisos de chegada e saída e o histórico de trajetos passam a ter buracos.

A pessoa aparece como “sem sinal” com o celular carregando em casa. É defeito?

Normalmente, não. Um celular parado em casa dorme e envia a posição com menos frequência. O mapa mostra a última posição conhecida e o horário.

Resumo

Todo app de localização em segundo plano consome alguma bateria, mas a maior parte do gasto vem do GPS ligado sem necessidade, de envios muito frequentes e da tela aberta. Um bom app atualiza menos quando a pessoa está parada. Do lado do celular, as permissões certas e a exceção na economia de bateria evitam os dois problemas: gasto desnecessário e avisos que não chegam.

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